Manifesto
PER UNA RETE DI ORTI DI PACE

Chiunque, nel rispetto dell’ambiente, coltivi la terra lavora anche per la pace. Anche quando i conflitti mettono a repentaglio la sopravvivenza, e li chiamano  per questo orti di guerra, sono sempre e comunque orti di pace.
 
In questo momento storico, in cui i fondamenti stessi dell’economia vengono rimessi in discussione, e il concetto di cosa abbia valore cambia al punto che i terreni agricoli cominciano a venire considerati un bene rifugio, è arrivato il momento di annodare una rete tra tutti noi che crediamo che lavorare la terra in modo organico sia cosa bella e buona.
 
Occorre imparare di nuovo l’abbiccì del rapporto con la Natura. Per questo siamo partiti dagli orti scolastici: aule all’aperto dove apprendere un modo di stare al mondo per cui, anziché semplici consumatori, diventiamo creatori di vita, e nella pratica di una possibile autosufficienza apprendiamo il respiro della libertà interiore. Un giardino, un bosco, un orto trasformano la scuola in qualcosa di vivo di cui prendersi cura.
 
Partiti dalla scuola, abbiamo poi esteso la nostra attenzione agli orti terapeutici, carcerari, sociali: spazi dove ci si prende cura di fiori e ortaggi scoprendo al contempo nell’orto un luogo ideale dove intrecciare tutta una serie di scambi con la natura, l’ambiente e la comunità, coltivando intanto la pace interiore.
 
Proponiamo la costituzione di una Rete di Orti di Pace nell’intento di tenerci in contatto, scambiare informazioni sulle varie iniziative. E anche, non ultimo, renderci conto di quanto poco siamo isolati nel gesto di coltivare il nostro comune giardino dall’umile nome di terra.
 
 
Cesena, sabato 14 marzo 2009

www.ortidipace.org
www.tecnologieappropriate.it
www.slowfood.it


in portoghese

POR UMA REDE DE HORTAS DE PAZ

Qualquer um que, em respeito ao meio ambiente, cultive a terra trabalha também pela paz. Ainda quando os conflitos colocam em dúvida a sobrevivência e lhes chamamos por isto horta de guerra, são sempre e de qualquer modo hortas de paz.

Neste momento historico, na qual os próprios fundamentos da economia são recolocados em discussão e o conceito do que tem valor muda a ponto dos terrenos agrícolas começarem a ser considerados um bem escondido, é chegado o momento de tecer uma rede entre todos nós que acreditamos que trabalhar a terra no sistema orgânico seja uma coisa boa e bonita.

Temos de aprender o novo alfabeto da relação com a Natureza. Por isso começamos com as hortas escolares: aulas ao ar livre aonde aprender um modo de estar no mundo no qual, muito mais do que simples consumidores, nos tornaremos criadores de vida e, na prática de uma possível auto-suficiência, aprendamos o respiro da liberdade interior. Um jardim, uma floresta, uma horta transformam a escola em algo vivo em cuidados.

Partindo da escola, estendemos a nossa atenção às hortas terapêuticas, carcerárias, sociais: espaços onde se pode cuidar de flores e hortaliças, mas também da nossa paz interior, descobrindo ao mesmo tempo na horta um lugar ideal onde entrelaçar toda uma série de trocas com a natureza, o ambiente e a comunidade.

Propomos a constituição de uma Rede de Hortas da Paz, no intuito de mantermo-nos em contato, trocando informações sobre as várias iniciativas. E também para que percebamos o quanto estamos unidos no gesto de cultivar o nosso jardim comum com o nome humilde Terra.

Sábado 14 março 2009

www.ortidipace.org
www.tecnologieappropriate.it
www.slowfood.it


in inglese

TOWARDS A NETWORK OF GARDENS FOR PEACE

 
Everyone who works the land and respects the environment is also working for peace. Even victory gardens, as they are called when conflict jeopardises our very survival, are still, and always will be, gardens for peace.
 
At this historic juncture, when the very foundations of our economy are being called into question and notions of value are changing to such an extent that land is beginning to be seen as a more secure asset, the time has come to create a network among all of us who believe that organic farming is good, as well as serving to preserve beauty and health.

There is a need to get back to basics, to relearn the ABC of our relationship with Nature. This is precisely why we started with school gardens: open-air classrooms for learning a new way of being through which, instead of remaining mere consumers, we can become co-creators of life. And, by practising self-sufficiency as much as possible, heed the pulse of inner freedom.  A garden, a thicket, a vegetable-patch transform schools into something living, something to be taken care of.
 
From schools we started looking further afield - to therapeutical gardens, community gardens, gardens within prisons: spaces where, at the same time as tending flowers and vegetables, the garden can be discovered as an ideal place for building a whole network of relations between Nature, the environment and the community, as well as helping to nurture inner peace.

We thus propose the establishment of a Gardens for Peace Network with the aim of keeping in contact and sharing information on a variety of initiatives. And, last but not least, to help us realise that we are very far from isolated in our desire to cultivate this common garden of ours which bears the humble name of Earth. 

Cesena, Saturday 14 March 2009

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Per saperne di più

Alcuni link sull'argomento orti scolastici biologici